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Queridos filhos, queridas filhas, que a paz do Cristo toque nossos corações com alegria, com ternura e com paz.
Precisamos cultivar serenamente essa busca. Muitos chamam de Cristo interior, consciência, a divindade em si. Esta conexão profunda com Deus. Como cultivar isso?
Primeiro e acima de tudo, pacificando o próprio coração. Pacificar o coração não significa se tornar inativo, inútil, preguiçoso, jamais! Pacificar o coração significa “aceitarei todos os desconfortos necessários íntimos para que a ligação com minha consciência seja profunda, continuada e verdadeira”. É como uma mina que você vai escavar em si mesmo até fazer um túnel que vai fazer uma ligação maravilhosa. É a terra árida que você vai cavar com as mãos até que brote a água da felicidade e jorre por todo o teu ser. Cultivar a consciência da lei divina é postura íntima. Compreender a vida como um imenso mecanismo dinâmico, inteligente e amoroso. A relação entre os seres, a relação com os animais, plantas, a relação com os acontecimentos de cada dia. Os pequenos acontecimentos também. E entender que tudo isso vincula-se à lei de Deus. Tudo isso foi pensado por essa mente poderosíssima porque nos ama. Foi por amor que isso aconteceu.
Tudo são oportunidade para ampliarmos a nossa compreensão das leis do Pai.
Tudo são oportunidades para aprendermos a dialogar com mais profundidade conosco mesmo que significa também com Deus. Esse diálogo íntimo, continuado, com Deus, em clima de plena tranquilidade, é o essencial que indicamos. Não é como vocês fazem: “ai meu Deus, por que meu carro quebrou?” Isto não é diálogo. Às vezes é até revolta.
Diálogo íntimo é sereno. Sereno. “Pai, me ajuda a entender o sentido deste pequeno acidente” e pensar sobre isso. “Pai, me ajuda a entender o sentido dessa doença, ou desse aumento de salário, desta promoção que recebi”; “Pai, me ajuda a entender o sentido de eu ter esse filho tão maravilhoso, esta criança tão alegre, tão feliz; qual o sentido disso, Pai?”; “o que queres me ensinar com essa experiência?”
Sim, filhos, ao invés de lembrar do Pai para lastimar e reclamar, por que não para conversar amorosamente? “Qual o sentido, Pai, das experiências que eu vou ter no dia de hoje”. “Qual o sentido, Pai, das experiências que eu tive no dia de ontem”. Se você fizer isso, você vai estar cultivando uma intuição verdadeira da lei de Deus, você vai estar dialogando com a consciência. E se você fizer isso, pouco a pouco você vai começar a ouvi-la e se tornará uma pessoa mais sábia, mais equilibrada, mais justa e mais amorosa.
Portanto, filho, ouvir a consciência é uma prática diária do verdadeiro cristão, cultivada com a confiança de que o Cristo sempre estará auxiliando a uma compreensão mais bela, mais alta e mais sábia da obra de nosso Pai.
Que vocês fiquem em paz, do amigo espiritual de sempre.